sei…
momentuns opus
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"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
[ fernando pessoa ]Um bom fim de semana para quem aqui passa
às vezes ouço-te passar com o vento
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Ficou-me um gemido
na antecipada morte das palavras
que te quis murmurar
como se estivesses aqui ao lado
A brisa aveludada levou-o
sobre o azul cinza deste mar de amar-te
em círculos que se envelhecem
como as cálidas lágrimas
que me morrem nos lábios
Há muito que me deixei de ser
entre o céu e o chão que piso
em busca de me fundir em ti
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Não sei se foi com as ave-marias
Se em outra badalada menos tardia
que o sibilar do vento, falou da tua magia.
Num sopro suspenso, deixou-me envolvido
no teu aroma já não inventado,
na boca a água com o sabor da tua pele
Ébrio de ti, ergui-me ao esplendor da hora…
Rasguei o peito ao feitiço e ajoelhei-me á noite madrasta, das minhas insónias
e os sinos amordaçavam o vento, adivinhando-me o pensamento…
Depois fugiste, como se eu fosse o céu, e tu um pecado…
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era um bebé lindo!...bochechudo…grande…parecia que tinha sido enviado do Olimpo, iria ser um belo rapagão.
Todas andavam com ele ao colo, queriam ajudá-lo a crescer, algumas até se ofereciam para lhe dar de mamar…
Um dia…uma delas mais afoita, retirou-lhe a fralda e qual o seu espanto, o futuro rapagão, era uma menina. Espantada!.... deixou cair o bebé e o brinquedo partiu-se…
A mentira tem perna curta,[muito fora do habitual, mas eu de quando em vez fumo umas brocas ;//]
só é verdade enquanto dura
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Caminhamos curvados, carregando nos ombros o peso de uma vida de dissabores, de escolhas trémulas, de rotinas esmagadoras, de sentimentos fechados a cadeado, de vontades reprimidas, de identidades escondidas. Caminhamos com o sentimento de contentamento, de resignação, numa apatia ridícula, numa omissão de auxílio ao nosso próprio ser. Deixamo-lo enterrar-se em areias movediças, esquecemo-nos de o cuidar, sobrevivemos. Só que, acontece sempre sem darmos conta, um dia, nas escadas da vida, provamos um beijo com sabor a chuva e o peso avassalador transforma-se de imediato numa leveza arrebatadora. Caminhamos nas nuvens, de sorriso estampado no rosto, sonhamos acordados, desejamos com todos os poros da nossa pele. Entregamos a chave de um coração que até ali cumpria apenas as suas obrigações e passamos a depositar nele a esperança de palpitar até à exaustão, de um tudo ou nada. Soltamos os sentimentos enclausurados, perdemo-nos num corpo que contém a alma mais bonita, a alma que nos completa, que nos faz sentir únicos, que se encaixa em nós como duas mãos entrelaçadas a passear na rua. Construímos um mundo privado, um mundo que mais ninguém conhece, somos felizes lá. Viciamo-nos nas sensações que aquela voz nos provoca, das palavras ora intensas, ora doces. Viciamo-nos no rosto distraído que pensa em voz alta e nos sorri quando nos surpreende a observá-lo. Viciamo-nos no aroma característico, ímpar, que emana da pele que nos abraça, que nos envolve e nos cuida. Viciamo-nos no toque de umas mãos irrequietas que tanto nos serenam como nos incendeiam. Viciamo-nos no olhar cansado e dormente, terno e doce, enfurecido e fogoso. Viciamo-nos no sexo que nos enlouquece, na língua que nos devora, nas investidas audazes e certeiras, nos orgasmos partilhados, no abafar dos gemidos, no degustar do corpo que amamos sentir colado ao nosso, na partilha, na cumplicidade. Entramos num caminho sem retorno. Apaixonamo-nos.
[ um texto roubado ]
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entre todas as águas
caídas, ainda espero as mil
mais intensas e verdadeiras
para que lavem as invisíveis palavras da ausência
tatuadas neste corpo sem destino, sem memória
e simplesmente fique o cheiro a eternidade da tua pele
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…de brega raramente medra
“desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado”
[tiago bettencourt]
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deixa-me ficar assim
eterno em ti
até que os corpos
se ergam num outro lugar
e os olhos se abracem
antes de todos os abraços
num entrelaçar de dedos
que nos aprisione ao tempo sem tempo
que fez da espera, um amor glorificado
deixa-me ficar assim
eterno em ti
até que os corpos
se ergam num outro lugar
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Não me vejas, não me repares, não me fales como se me visses visível.
Não me vejas, estou de folga a ti, não me repares, estou sem reparação, não te oiço, porque me falas?
Sou transparente, índole a esses olhos desaluminados.
Tantos me vêm sem sequer me olhar, tantos quantos eu sou.
Não me vejas, não me regales esses olhos deslavados de ser, não me fales esse falar de silêncio opaco.
Tantos milhões me vislumbram e tantos mais me deslumbraram... e tu não me olhes, não me fales, não percebo essa voz escura, que diz tudo do nada.
E nada é o que julgas que vês, não me vejas então, carregada de porquês, não fales achando-te que prevês, mas não, não vês, nunca me viste admite! Então mais uma vez.
Não me vejas, não me repares, não me fales como se me visses!
Invisível, inestimável a ti.
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gosto
do teu laço que me enlaça
quando me sonhas ou visitas
naquelas horas descritas
como o desfolhar de um malmequer.
fico vestido de nim,
na incerteza se és um não, ou um sim
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molda-me o eco, das palavras que grito
ao desfiladeiro da vida,
quando a mudez dos meus gritos
te sabem distante, num lugar inserto.
molda-te ao eco das palavras que grito
para que elas me invadam
se façam sentir prenhes de ti enquanto te espero, nesta agonia
de tempo que tarda em te fazer carne viva em mim
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plena solidão
esta, que me veste a pele
quando te ausentas de mim
nem um sopro de esperança se faz sentir
no suspenso olhar abstracto, que imagina o teu regresso.
voltas!
voltas, sempre…
pintas telas do futuro, que cabem no meu sorriso
mas que se diluem na sudorese deste corpo em desalinho
quando o tão perto, fica tão longe no esfumar do teu olhar.
depois voltas…
voltas sempre…
e eu renasço e morro todos os dias
entregue ás delicias de um sonho
que não volta, ver-te partir…
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“O homem sonha. Do fundo de uma perspectiva rasgada numa matéria opalescente uma mulher caminha para ele. É a sua alma. Psique! A mulher traz um espelho na mão. O homem vê-se no espelho. O seu rosto está banhado de uma luz semeada de pequenas asas vibráteis de platina. É a revelação inaudita do anjo que ele era e não sabia. O homem vê-se no espelho. O seu rosto está coberto de minúsculos animais viscosos que incessantemente saem do antro tenebroso do seu coração. É a revelação monstruosa do demónio que ele era e não sabia.
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puxava as rédeas ao torpor do corpo
sempre que o peito flamejava
puxava as rédeas á vida
que corria desenfreada
sem que a pele provasse o sabor dos cheiros
tinha o destino traçado…
mas era urgente levar em registo
o que os seus olhos viam entre cada estação e apeadeiros da vida
vestia roupas velhas, cheias de sonhos novos, e ria…
enquanto o flamejar do peito ia acalmando
ao som do apito, de um qualquer guarda freios da vida.
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Foi sem chão, sem tecto, sem amarras, sem lugar ou espaço que do desconhecido surgiste, quase um meio segredo, quase uma meia verdade. E foi aos poucos nascendo a vontade de te destapar a alma, pura, escondida bem lá no fundo, onde se guardam tesouros, que se oferecem a poucos. As noites perambulam nuas de si e cheias de armadilhas, e tu vagueias no meio da imensidão do negro manto estrelado, como um vulto esguio nas sombras da lua. Soberana, rainha da noite, que ilumina a solidão que circula entre o frio de inverno e as árvores despidas. Foi assim... no meio do nada que se cristalizou o sentimento profundo que me acalenta a alma só. Trazes nas mãos o cheiro do sexo satisfeito, o apelo ao renascer de novo de cada vez que o mundo se apaga entre as tuas mãos, de cada vez que o mundo sente o fervor de energia libertada em segundos perfeitos de pura magia. Caminho e sinto... os arrepios na pele da brisa gélida que me rodeia, misturados com o calor do fogo que me incendeia o olhar, me queima as entranhas numa descoberta lenta de te ser. Foi liberdade renascida! E de cada vez se solta mais um grilhão do passado embrulhado em pó, amarrotado pelo tempo, e arrumado nas prateleiras cimeiras, onde não se chega todos as dias, nem deseja chegar, onde se faz silêncio e jazem os fantasmas empoeirados. Reza a história, era mais um capítulo acabado, concluído, e virado de página, onde as letras ganharam vida ao sabor das emoções que governaram e comandaram o destino daqueles dias. Foi assim! Onde do sangue quente se extraiu mais um veneno tragado em goladas gulosas de quem deseja engolir a vida de uma só vez. Caminhas novamente... em busca de mais uma paragem, no tempo, no espaço, sem chão e sem amarras, num abandono total à profundidade de te amar sempre mais...
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Quem sabe!?... o medianeiro me ajude…
com um credo nas costas,
me liberte desta mortalha, que se lê na talha,
das sete gotas de oliva, deitadas ao acaso na incolor pureza da vida…
Que me reze a sorte; que antes da morte,
viverei inundado
do teu corpo escondido
que, se sente omisso
da elegância que articulas nas palavras…
que as penitencias me rasguem
o véu da aparência, e a fragilidade se exponha.
que te possa dizer, quantas vezes os meus olhos humedecem de esperança
na felicidade de um sorriso anónimo, e outras tantas o coração, mingua na ausência de ti…
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os olhares, intensos e flamejantes de tesão, traçaram a rota para o leito.
somente a avidez daqueles dois corpos se fazia ouvir, em gestos ainda desalinhados, pelo nervosismo do seu primeiro encontro…
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morria nos braços da madrugada.
O tacticismo místico, roubara-lhe a alma,
Fechava os punhos, esmagando os panos que a cobriam, em angústias desmedidas.
Afinal o iluminado; sempre foi a treva, na indumentária de um arguto pseudo-sábio, que lhe cerceava os sentidos…
O ar que respirava, entre aquelas quatro paredes, engolira-lhe, a perfumada essência, que seu corpo sempre emanou. Num arquejar de corpo, impulsionava a mente, para sair daquela teia, que em tempos sonhou bela, na subtileza de uma sedosa textura; hoje tecida, por galhos e espinhos secos, como a do crucificado, a dor dilacera-lhe a alma, num sentimento mordaz, como se aquele vazio, fosse o ultimo suspiro da sua existência…
Mal sabia, que estava a dar o primeiro passo para ser livre, qual Fénix
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lá fora chove, e o vento trás a maresia
desse teu mar de amar, em voluptuosas correntes
que me encarceram os sentidos.
amarrotado nesta solidão a que me imponho
quando me dói o amor, quedo-me no silencio
na esperança de ouvir um sussurro teu, no meu amor dorido.
e o piar das gaivotas morre em mim, nesta ânsia que me estrangula o sonho
na inquietude do corpo trémulo que te deseja conhecer
e a nudez dos meus sentidos veste-se em tons púrpura,
nesta vontade louca de te possuir só para te esquecer…
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É morno o leito em que viajo
mas louco este coração que pulsa
sinto que vou d’aqui aí e as batidas se tornam unas
elados entre púbicos impulsos
no holograma de nossos corpos selados
Teu mel e cravo me perfumam.
de mãos tímidas
redesenho os contornos de teu corpo
Trémula e luxuriosa
tatuas-me em suaves toques os teus desejos infindáveis.
do Teu mel e cravo fluem incensos de jasmim
adentramo-nos num vaivém suave e sublime…
…forte,intenso em desejos suplicados
Onde a cada segundo, é o momento,
em teu corpo oração...
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A espera sempre foi leviana
Traz um bafo de euforia alcoolizada
Num grau quase impossível
Nela
Sentam-se todas as hipóteses
E ao longo do tempo solidificam-se estátuas nuas
Bibelots que decoram os corredores vazios
Num labiríntico sorriso
Que se percorre com a ponta da língua
E quanto mais se espera
Mais a espera inebria
Indo da euforia à pura loucura
Vê-se ao longe o que há-de vir
Mesmo que nunca vá chegar
Despe-se o que se irá vestir
Diz-se o que nem sonhámos falar
E continuamos sentados
Deliciosamente
Em espera...
Talvez porque ainda tudo é possível
E foi assim que pela primeira vez surgiram os orgasmos múltiplos
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quando a luxúria
Te invade o corpo
transportas na pele
O que a tua mente sorveu de mim…
E na ausência preenchida…
Uma invasão, sublime e profunda
Morre-te…
soberba e lentamente num êxtase final…
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tenho vontade de partir…
mas não posso por quem amo!...
visto-me de permanência por um legado vindo do alto
tenho saudades de casa,
dos amigos que não lembro,
mas aguardam-me no regresso.
inunda-me a essência do éter,
dos convívios de memória vaga.
carícias em perfume rosa,
aguardam-me ao chegar
tenho vontade de partir
mas não posso por quem me ama!...
meu trabalho é cerzir
os trapos da minha alma
nas saudades que sempre tenho
dos irmãos que não me lembro.
na clorofila me alimento,
quando o vento me enche o peito.
o iodo me revigoro,
quando choro á Imensidão.
floresta e mares adentro,
em viagens de saudade
Tenho vontade de partir...
Não sei em que hora, no tempo.
Tenho vontade de partir…
Mas não posso, por quem amo.
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...são os toques de nossa pele, impregnada de desejos.
Pintados nesta tela, que pode ser o quadro onde me revejo.
Sublime eu sou, no mais alto de ti...
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ando de pé ante pé,
procurando entre os espaços que ficaram
das palavras que nunca me escreveste.
Por vezes penso que as escreveste!...
Não tem rua nem número de porta, esse lugar onde mora a saudade…
Ergui uma tenda com tecidos feitos de mim, que aguarda o cerzir dos teus
mato o tempo com a mortalha do mesmo tempo,
na busca de, te encontrar
ainda dentro do meu tempo...
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….para ti mulher que me fazes vibrar o corpo durante o dia,
moras comigo em todos os sonhos,
e os meus olhos não te conhecem, nem sei se neste mundo habitas,
sinto apenas que me buscas em angustias, também feitas minhas.
Mesmo que a medida, de espaço no tempo, onde te possas encontrar, não seja a medida do Homem, e que tudo isto não passe de um delírio meu… desejo-te um iluminado, sublime, e esperançoso Ano de 2013, com a certeza de que, onde te encontrares, este meu expandir de alma, junto de ti irá chegar…
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em abraços d’águas mil!
ao longe vagas revoltas
trazem almas de poetas.
cunham letras nas escarpas
erguem gritos de memória
no embate em cada rocha
rolam outras… E vão deixando!
outros gritos desgarrados…
tomam corpo e vão morrendo!...
em suaves desabafos,
com as areias que vão beijando.
em redobrada ventania!
são as prosas, que vão chegando.
os seus gritos são clamores…
em tons de despertar.
Nobre Povo, por onde andas?
Para assim Te encontrares!?
E os meus olhos nas águas mil,
morrem secos de chorar….
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Porque choram os meus olhos
Quando vivo seco d’alma,
em áridas paisagens, mentais?
Mas os meus olhos choram!?..
E eu viajo em secura d’alma…
Porque choram hoje os meus olhos?…
Serás tu que em mim choras?
Quando do meu corpo fazes guarida?
Se o é!... Então chora!
Tuas lágrimas, me resgatam
ao deserto das emoções.
Humedeço…
E agora contigo choro.
E quando de mim voares,
leva o sorriso nas asas.
Agora!... sou eu que choro em mim,
na doçura das tuas lágrimas.
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nos jogos de dualidade esquizoide
no aparece… que parece
no parece… que não desaparece
vivesse no eco hilariante de tresloucados e grasnados risos
que se vão afogando, no lago das lágrimas vertidas
sabendo que o final, será sempre!
a carta que fica de fora, do baralho de uma vida qualquer
até que se adormeça o demo, que a tempos aparece.
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