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ausências preenchidas




quando a luxúria
Te invade o corpo
transportas na pele
O que a tua mente sorveu de mim…
E na ausência preenchida…
Uma invasão, sublime e profunda
Morre-te…
soberba e lentamente num êxtase final…

tem momentos que…




a vida faz-nos sentir, que estamos a comer do pão que o “diabo” amassou
[...Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo...]
António Gedeão

não sei em que hora no tempo




tenho vontade de partir…
mas não posso por quem amo!...
visto-me de permanência por um legado vindo do alto
tenho saudades de casa,
dos amigos que não lembro,
mas aguardam-me no regresso.
inunda-me a essência do éter,
dos convívios de memória vaga.
carícias em perfume rosa,
aguardam-me ao chegar
tenho vontade de partir
mas não posso por quem me ama!...
meu trabalho é cerzir
os trapos da minha alma
nas saudades que sempre tenho
dos irmãos que não me lembro.
na clorofila me alimento,
quando o vento me enche o peito.
o iodo me revigoro,
quando choro á Imensidão.
floresta e mares adentro,
em viagens  de saudade
Tenho vontade de partir...
Não sei em que hora, no tempo.
Tenho vontade de partir…
Mas não posso, por quem amo.

acetinados…





...são os toques de nossa pele, impregnada de desejos.
Pintados nesta tela, que pode ser o quadro onde me revejo.
Sublime eu sou, no mais alto de ti...

rendas…




…que deixam “aquele” arrepio na pele

[temporal]mente…




ando de pé ante pé,
procurando entre os espaços que ficaram
das palavras que nunca me escreveste.
Por vezes penso que as escreveste!...
Não tem rua nem número de porta, esse lugar onde mora a saudade…
Ergui uma tenda com tecidos feitos de mim, que aguarda o cerzir dos teus
mato o tempo com a mortalha do mesmo tempo,
na busca de, te encontrar
ainda dentro do meu tempo...

in[fidelidades]….




…de todos/as
[….eu prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te, sendo-te fiel, todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe…]
e a vida, continua sempre…rumo ao destino que lhe traçamos

deliriuns…




….para ti mulher que me fazes vibrar o corpo durante o dia, 
moras comigo em todos os sonhos,
e os meus olhos não te conhecem, nem sei se neste mundo habitas,
sinto apenas que me buscas em angustias, também feitas minhas.
Mesmo que a medida, de espaço no tempo, onde te possas encontrar, não seja a medida do Homem, e que tudo isto não passe de um delírio meu… desejo-te um iluminado, sublime, e esperançoso Ano de 2013, com a certeza de que, onde te encontrares, este meu expandir de alma, junto de ti irá chegar…

sopros de vento norte…




em abraços d’águas mil!
ao longe vagas revoltas
trazem almas de poetas.
cunham letras nas escarpas
erguem gritos de memória
no embate em cada rocha
rolam outras… E vão deixando!
outros gritos desgarrados…
tomam corpo e vão morrendo!...
em suaves desabafos,
com as areias que vão beijando.
em redobrada ventania!
são as prosas, que vão chegando.
os seus gritos são clamores…
em tons de despertar.
Nobre Povo, por onde andas?
Para assim Te encontrares!?

E os meus olhos nas águas mil,
morrem secos de chorar….

ante [visão]




…de uma boa passagem de ano
boas entradas
Feliz 2013

fica [me] …




...a saudade que grito ao vento
nos dias em que te sinto
e respiro-te em pensamento

[emocionada] mente




Porque choram os meus olhos
Quando vivo seco d’alma,
em áridas paisagens, mentais?
Mas os meus olhos choram!?..
E eu viajo em secura d’alma…
Porque choram hoje os meus olhos?…
Serás tu que em mim choras?
Quando do meu corpo fazes guarida?
Se o é!... Então chora!
Tuas lágrimas, me resgatam
ao deserto das emoções.
Humedeço…
E agora contigo choro.
E quando de mim voares,
leva o sorriso nas asas.
Agora!... sou eu que choro em mim,
na doçura das tuas lágrimas.

…coisas de época…



Agradecendo a todos/ as que por aqui passaram, sem nada dizerem,
E muito em especial aos que por aqui passaram, e deles deixaram algo.
Os meus “amigos” não são aqueles que pensam como eu,
Mas, serão sempre aqueles que pensam comigo
A esses/as, o meu muito obrigado
Que este período festivo, vos seja tão agradável quanto possível.
Volto depois do arrumar das renas

bluff






nos jogos de dualidade esquizoide
no aparece… que parece
no parece… que não desaparece
vivesse no eco hilariante de tresloucados e grasnados risos
que se vão afogando, no lago das lágrimas vertidas
sabendo que o final, será sempre!
a carta que fica de fora, do baralho de uma vida qualquer
até que se adormeça o demo, que a tempos aparece.

prom[essas]de um engate…




eu pago a "renda".....da casa
sustento a tua alimentação,
e cuido do recheio como ninguém

o que…




…dizem os teus olhos?

procurando [te]




Sim!
É para jusante que eu caminho.
Levo comigo, êxitos e fracassos, que consegui amealhar.
Levo comigo os amigos e inimigos, que me fizeram crescer.
Levo comigo, a voz de meus pais e irmãos, o cheiro das minhas filhas
e por sorte, o sorriso dos meus netos.
Sim! É para jusante que eu caminho…
Levo na alma, amores e desencantos que vivi, no perfume de cada mulher, que amei…
Levo-te comigo mais que todas as outras, pois entre elas, foste a única que verdadeiramente me amou
Mas a caminhada é longa, e eu preciso de me encher.
Preciso de me encher de ti, amor nunca encontrado.
Preciso do teu encanto, do brilho de teus olhos,
e dos teus lábios molhados, num rasgado sorriso de alegria iluminada.
Não sei onde te encontras…
Mas preciso de me encher de ti!...
E sempre que não suportar o aperto do silêncio, vivenciado em ti!
Gritarei em pobre escrita, para que me possas ouvir.
Não sei quem és, nem onde habitas, mas sei que existes!
E eu preciso de me encher de ti…
Sim! É para jusante que eu caminho….
E se no final não me tenha enchido de ti
Deus tenha misericórdia, e se deixe encher de mim!
ano 2010

sorve [me]…




…até á ultima gota

[penosa]mente




Rolaram letras num papel,
que tentei amarfanhar.

Utilizam minha pena,
Em deleites de luxúria
E revides de malquerer.
Confusa ordem em segredo
Que usurpa meus ouvidos!...
Por vezes… serena,
Onde o cosmos é nosso embalo.
Outras tantas me rasga a alma,
Em letras de mal dizer.
Grito e digo que não quero!
Mas assim!... o deve ser!
- Ironiza o segredo.
Se me queres?! Tens de o fazer!
Eu sem ele não sei viver!...
E na desdita não quero escrever!
Quebro a alma em mil pedaços!..
Mas,diz-me!.. Em que pena te posso ter?
ano 2009

pelo….




…sim!…pelo não!?…
pêlo sim!