[penosa]mente
momentuns opus

Rolaram letras num papel,
que tentei amarfanhar.
Utilizam minha pena,
Em deleites de luxúria
E revides de malquerer.
Confusa ordem em segredo
Que usurpa meus ouvidos!...
Por vezes… serena,
Onde o cosmos é nosso embalo.
Outras tantas me rasga a alma,
Em letras de mal dizer.
Grito e digo que não quero!
Mas assim!... o deve ser!
- Ironiza o segredo.
Se me queres?! Tens de o fazer!
Eu sem ele não sei viver!...
E na desdita não quero escrever!
Quebro a alma em mil pedaços!..
Mas,diz-me!.. Em que pena te posso ter?
ano 2009