o[dores] de outono





Fazia anos que não me sentava naquele lugar.
Não porque o tivesse desprezado; mas porque era o lugar dos meus sonhos de jovem.
Ali ainda moravam todos os meus pedidos feitos ao futuro…
O manto de relva recém aparada, vislumbrava-se diante de meus olhos.
O seu odor intenso fez-me, filho da visão…
Limitavam o manto verde, aquelas que a cada semana abraço.
Hoje!...
mesmo despidas pelo tempo olhei-as mais frondosas do que nunca.
Sabem todos os meus segredos e anseios…
Olhei para cada uma daquelas árvores, e os raios de sol que hoje transportam o teu sorriso, deram-lhes mais vida…
Não sei se elas se riram para mim!
Ou se de mim se riram!...
E eu… todo eu ali dentro… onde os olhos e sentidos se abarcaram, falei para ti….
E disse-te!...
Antes de te querer…
Quero amar-te….
Depois te amarei mais em cada querer meu…
E elas!… as árvores, sorriram…